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Autoridade Marítima coordena simulacro de ameaça de bomba na Marina de Cascais

16 DEZ 2017 12:12

O Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Cascais, no âmbito das suas competências específicas, coordenou ontem, dia 15 de dezembro, um exercício de simulacro de ameaça de bomba, nas instalações da Marina de Cascais, na sequência de uma ativação inserida no seu Plano de Emergência Interno.

​Este exercício anual, realizado sob proposta da Oficial de Proteção das Instalações Portuárias, D. Ana Silva – Marina de Cascais, visa treinar os procedimentos a adotar quando é detetado um objeto suspeito abandonado na área reservada a passageiros dentro das instalações portuárias, verificando-se após a colaboração com outras entidades e forças de segurança, que nos encontramos perante uma ameaça de bomba “real” às instalações e às pessoas naquela área circundante.

Na sequência do alerta recebido, o Comando-local da Polícia Marítima de Cascais deslocou-se de imediato para o local, tendo-se procedido à delimitação de uma zona de segurança em colaboração com os funcionários da Marina de Cascais. Esta incluiu diversas interdições de passagens e a imediata evacuação daquela área, garantindo-se ainda a interdição da área molhada com recurso à embarcação da Polícia Marítima ALBATROZ e as embarcações afetas à Marina de Cascais, em redor do local onde se simulou o engenho explosivo.

Posteriormente foram ativados os meios da PSP (Local e Unidade Especial de Polícia), Bombeiros Voluntários de Cascais e Proteção Civil (Câmara Municipal de Cascais), que atuaram dentro das suas competências, sob a coordenação do Comandante-local da Policia Marítima de Cascais.

Este tipo de exercícios de segurança das instalações é obrigatório por lei e tido como fundamental no adestramento das entidades portuárias, em colaboração com todas as forças de segurança locais. Permite treinar e analisar procedimentos, linhas de comunicações e abordagens operacionais, ajustando os procedimentos existentes, o que normalmente resulta em diversas propostas de ações corretivas e/ou preventivas para melhor fazer frente a futuras situações reais.

Sendo a supervisão do exercício da responsabilidade da equipa dos avaliadores Norma Portus, no final, foi realizado um debriefing com todas as entidades envolvidas, com vista ao apuramento dos pontos forte e fracos encontrados na realização deste exercício, tendo sido constatado um elevado grau de satisfação dos objetivos definidos inicialmente, o que resultou de uma manifesta proficiência de todas as entidades envolvidas.

Apesar de ter sido realizado o rebentamento de uma pequena carga de explosivo real, este exercício decorreu sem quaisquer incidentes a registar, tendo sido salvaguardada sempre a segurança de todos os intervenientes.