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Simulacro de evacuação das ilhas Barreiras

2 SET 2016 19:09

A Capitania do Porto de Olhão promoveu hoje, dia 2 de setembro, um simulacro de evacuação das ilhas Barreiras. O objetivo desta ação foi explicar à população em geral e aos utentes nas ilhas barreiras, o procedimento de ativação do socorro (através do 112) e a complexa coordenação entre várias entidades, sob coordenação da Autoridade Marítima Nacional, nas evacuações médicas das ilhas barreiras.

A presença de representantes do INEM, Proteção Civil e Cruz Vermelha neste evento, muito contribuiu para o sucesso do mesmo.

O espaço de jurisdição da Capitania do Porto de Olhão apresenta uma característica muito específica, nomeadamente, a existência de ilhas-barreira (Armona e Culatra) com 5 núcleos habitacionais/praias (Fuseta, Armona, Culatra, Hangares e Farol). De realçar que é nessas ilhas que se localiza a maior percentagem de praias do concelho de Olhão.

Os núcleos da Armona e os da Ilha da Culatra são habitados durante todo o ano, ao contrário do núcleo da Fuseta. A ação da Capitania do Porto e do Comando-local da Polícia Marítima de Olhão é indispensável, quer no apoio às necessidades da população residente nas ilhas durante todo ano, quer durante a época balnear com o aumento substancial da população. 

Ao longo de todo o ano, a Estação Salva-vidas de Olhão articula-se com o INEM, para efetuar a evacuação de doentes e feridos das Ilhas Barreiras. Durante o Verão, o número de evacuações cresce exponencialmente, consequência do aumento sazonal de visitantes nas ilhas (banhistas e turistas), como referido anteriormente. São assim, cerca de 1200 pessoas no inverno e, aproximadamente, 9000 durante a época balnear.

Com o aumento do número de pessoas,  mantendo os mesmos recursos, é necessário um ainda maior empenho dos elementos do ISN que guarnecem a Estação Salva-vidas (ESV), assim como de toda a estrutura que os apoia. A ESV tem duas equipas preparadas: uma equipa em prontidão de 30 minutos e outra com uma prontidão de 12 horas. 

Durante as evacuações, a chegada ao local demora em média 40 minutos. Mas pode demorar 1 hora, em função de fatores diversos, nomeadamente, o local da evacuação e as condições meteo-oceanográficas. 

Em termos estatísticos, são efetuadas mais de 180 evacuações por ano, das quais 50% ocorrem durante a época balnear. Com o aumento do afluxo de banhistas, visitantes e turistas às ilhas, verifica-se ainda que este ano, em relação ao período homólogo do ano transato, as evacuações aumentaram mais 20%.​