Esta operação resultou na detenção de 10 indivíduos, dos
quais quatro estrangeiros, na apreensão de cerca de 400kg de meixão, com o
valor aproximado de venda no mercado final de dois milhões de euros, no
desmantelamento de duas unidades, das quais uma para a confeção de redes e utensílios
para a pesca ilegal, e outra de equipamentos e mecanismos para a preparação e
transporte desta espécie, para ser introduzida no circuito de tráfico por via
aérea.
Foram também apreendidas avultadas quantias de dinheiro,
material utilizado para o transporte de meixão, 10 viaturas e ainda 30 artes de
pesca e artefactos para serem utilizados no tráfico desta espécie.
Esta operação deu cumprimento a mais de 20 mandados de busca
e apreensão para residências e armazéns, suspeitos de colaborarem no tráfico
ilegal de meixão.
As investigações realizadas pela Polícia Marítima decorrem há
cerca de um ano, estando todo o material apreendido à guarda do processo.
A enguia europeia (espécie anguilla anguilla), cujo termo
“meixão” designa o seu estado final da fase larvar, tem vindo a sofrer um
acentuado decréscimo nos últimos anos, constando como protegida na Convenção
sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas
de Extinção (CITES), pelo que a sua captura pode ser qualificada como crime de
“danos contra a natureza” e outros crimes conexos.







