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Autoridade Marítima Nacional resgata cidadão francês em Sesimbra

22 OUT 2018 15:10

O Comando-local da Polícia Marítima de Setúbal, recebeu ontem uma informação pelas 18h00, via Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo (MRCC-Lisboa), de que um praticante de coasteering teria sofrido um acidente e se encontraria numa zona de rochas e de muito difícil acesso, entre a entrada do porto de Sesimbra e a praia do Ribeiro do Cavalo. O alerta inicial foi dado por outro desportista que também estava a praticar esta atividade com a vítima.

​Os meios de salvamento do Comando-local da Polícia Marítima e da Capitania do Porto de Setúbal foram de imediato ativados, tendo uma patrulha da Polícia Marítima seguido por terra para o local, enquanto a lancha "SR29" da Estação Salva-vidas de Sesimbra se deslocava por mar.

Na lancha da Estação Salva-vidas de Sesimbra embarcou também um agente da Polícia Marítima e uma equipa de socorristas dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra.

Já no local, e através de uma manobra que envolveu alguns riscos, foi possível estabilizar a vítima e depois resgatá-la por mar para o porto de Sesimbra, de onde foi transportado por uma ambulância para o hospital São Bernardo, em Setúbal.

O desportista sinistrado que praticava coasteering foi identificado como sendo um cidadão francês, de 26 anos, e sofreu fraturas e outras lesões na cabeça, na coluna e nos membros inferiores. 

O coasteering é uma modalidade desportiva que consiste em progredir ao longo da costa pelas rochas e pelo mar, recorrendo a natação, escalada, saltos e caminhada.

Importa reiterar que este tipo de atividades exige grande cuidado e preparação para a sua prática segura, devendo sempre utilizar todos os equipamentos de segurança e ser acompanhado por pessoas experientes, uma vez que os locais onde são desenvolvidas, têm por norma acessos difíceis, ingremes, sinuosos e com arribas por natureza instáveis, e não permitem o acesso a veículos terrestre de socorro, para além da cobertura de rede para telemóveis ser praticamente inexistente.

Estas limitações dificultam e atrasam as possibilidades de socorro, podendo em muitos casos fazer a diferença entre a vida e a morte.