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Autoridade Marítima Nacional coordena desencalhe de embarcação na Figueira da Foz

14 AGO 2018 12:08

O Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz, em articulação com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC – Lisboa), coordenou durante a madrugada do dia 13 de agosto, uma operação salvamento à embarcação de pesca “TONGA”, registada no porto da Figueira da Foz, com três tripulantes a bordo, que declarou emergência, motivada por perigo de encalhe, quando se encontrava de regresso da faina de pesca, numa fase de aproximação final ao porto da Figueira da Foz.

​O alerta foi dado pela tripulação do arrastão pelas 05h15, tendo sido de imediato acionado uma embarcação da Estação Salva-vidas da Figueira da Foz "SR-42" para o local do pesqueiro entretanto encalhado na Praia do Cabedelo, e empenhado por terra, o Piquete da Polícia Marítima com veículos todo-o-terreno.

Após a chegada ao local dos meios de socorro, verificou-se não haver vidas humanas em risco, nem perigosidade de derrame de produtos poluentes. Foram estabelecidos perímetros de segurança em terra e no mar, e foi confirmada a estabilidade da embarcação para dar seguimento à operação, para a reflutuação e posterior reboque do arrastão, para o porto da Figueira da Foz.

O Capitão do Porto da Figueira da Foz assumiu a coordenação dos meios afetos ao plano de operações, que seria iniciado cerca das 14:00 horas, aproveitando as condições favoráveis de maré, durante a tarde de segunda-feira.

Cerca das 16h00, com o auxílio de um rebocador portuário e das embarcações da Estação Salva-Vidas, apoiados por meios mecânicos da campanha de pesca de Arte Xávega de outra embarcação, e estando garantidas as condições de segurança, foi reposta a flutuação da embarcação "TONGA" e vencida a rebentação da ondulação que se fazia sentir no local.

A operação de desencalhe terminou com a atracação, em segurança, da embarcação acidentada no Porto de Pesca da Figueira da Foz, pelas 17h00, após a conclusão do reboque, com o acompanhamento próximo pela embarcação salva-vidas "SR-42".

O respetivo processo de sinistro marítimo corre agora os seus trâmites legais, devendo a Autoridade Marítima Nacional proceder às necessárias diligências para o apuramento das causas do acidente.