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Polícia Marítima previne captura ilegal de meixão no rio Douro

1 MAR 2017 10:03

O Comando-local da Polícia Marítima do Douro realizou na noite do dia 25 de fevereiro, numa ação de fiscalização no rio Douro com o objetivo de reprimir a captura ilegal de meixão (Anguilla anguilla), tendo apreendido duas "redes de tela" de grandes dimensões, em plena atividade, e duas "rapetas" abandonadas nas margens.

​Nos respetivos sacos das redes estavam retidos cerca de seis quilos de meixão que foram de imediato devolvidos às águas do rio, correspondendo a cerca de 18,000 exemplares e um valor comercial aproximado de 1,800€. 

Desta infração foram levantados três autos de notícia e apreendidas as artes de pesca ilegal, que serão destruídas decisão judicial.

A pesca e comercialização de meixão, ou seja, enguia em estado larvar, continua a ser uma prática reiterada por ser uma atividade económica lucrativa, sobretudo na venda para Espanha, cujos comerciantes e consumidores pagam preços elevados. A sua captura é feita com redes de tela, cuja utilização é proibida no rio Douro, em virtude do diminuto tamanho da malha. Tais redes são constituídas por uma parede de tela e terminam num “saco”.

Estas telas são deitadas à água por pescadores, com maior incidência nas noites de lua nova, utilizando e deslocando-se pelo rio em embarcações de pesca ou de recreio, cuja tripulação é constituída por dois a quatro elementos. As redes são colocadas na maré baixa e levantadas no período vulgarmente designado por “encontro de marés”, na preia-mar. Tal sucede, no rio Douro, nas zonas de Afurada, Oliveira do Douro, Avintes, Arnelas, Ribeira de Abade, Gramido, Atães e Foz do Douro, entre outras.​