Durante esta ação, foram apreendidas mais de 2,5 toneladas de amêijoa japónica, tendo sido ainda encerrada uma estrutura de apoio logístico, dedicada à comercialização ilícita de moluscos bivalves não depurados, onde se procedia à receção, preparação e acondicionamento de amêijoa japónica capturada ilegalmente no rio Tejo, com destino a mercados de exportação transfronteiriços, constituindo uma grave ameaça à saúde pública.
Foram instaurados dois processos de contraordenação, por falta de licenciamento das instalações (Número de Controlo Veterinário), incumprimento das regras de rotulagem em géneros alimentícios e falta de documentação obrigatória – incluindo falta de licença de mariscador/apanhador, bem como identificados vários indivíduos com ligações a esta atividade ilegal. Foi recolhida diversa documentação e material associados à atividade ilegal e ainda selada uma câmara de frio, por constituir infração grave às normas de segurança alimentar e de conservação de produtos de origem animal.
Esta intervenção conjunta insere-se numa estratégia alargada de combate à apanha e comércio ilegal de recursos marinhos, com envolvimento de várias entidades de fiscalização e investigação criminal, tendo como principal objetivo desmantelar redes criminosas responsáveis pela recolha e escoamento sistemático de amêijoa japónica, frequentemente com destino ao mercado estrangeiro e à margem das condições sanitárias exigidas por lei.
A Polícia Marítima e a ASAE reiteram o seu compromisso firme e contínuo na defesa do ambiente marinho, na proteção da saúde pública e na repressão de práticas ilegais que ameaçam os ecossistemas, pessoas e a economia do setor das pescas.
